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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

THÉO ET HUGO DANS LE MÊMÊ BATEAU de Olivier Ducastel & Jacques Martineau

A História: Théo e Hugo conhecem-se num clube de sexo parisiense e, no calor do momento, Théo fode Hugo sem preservativo. O problema é que Hugo é sero-positivo e isso obriga Théo a ir ao hospital fazer um tratamento PEP (profilaxia pós-exposição). Juntos, passam a noite pelas ruas de Paris e apaixonam-se.

Os Actores: Geoffrey Couët e François Nambot formam o par sexual/romântico deste drama e estão ambos à vontade com a sua sexualidade. Ambos têm um ar real, longe do padrão modelo bonito/perfeito que todos os gays parecem querer ter, e isso torna-os mais próximos do público (falo por mim). A relação entre os dois não é falsa e sente-se a forte atracção que sentem um pelo outro.

O Filme: A sequência inicial do filme, com os seus tons fortes, é sexualmente explícita, capaz de causar algumas consequências embaraçosas em alguns membros do público. Pessoalmente, apesar de ter gostado, achei que essa cena se prolonga por demasiado tempo, sem necessidade disso. O que se segue, na linha do WEEKEND, é a história de um engate que se transforma em algo mais, aqui acrescido do problema da VIH. Há muito que não via o VIH a ser alvo de tanta atenção num filme e os realizadores Olivier Ducastel & Jacques Martineau encaram-no de forma normal, sem julgamentos morais. Pelo meio, o filme arrasta-se com duas cenas que em nada adiantam à história (a mulher no metro, o empregado do Kebab). O melhor fica para o fim, que como devem calcular não vou revelar; essa sequência dá uma outra dimensão ao filme e, para os dias de hoje, tem uma grande relevância. Como já referi, o filme fez-me lembrar o WEEKEND; esse era mais romântico, este é mais sexual, mas ambos mostram lados reais da vida gay.

Classificação: 7 (de 1 a 10)








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