Uma premissa muito simples, acaba por se tornar numa envolvente experiência emocional. De certa forma, quase de forma imersiva, nós estamos naquela sala de espera com os protagonistas e somos testemunhas de uma belíssima história de amor, ao mesmo tempo que somos confrontados com algumas duras realidades. Um dos personagens diz a certa altura que era preferível que o teste desse positivo, pois assim acabava-se a ansiedade e medo de cada vez que ia fazer testes... confesso que é algo que já me passou pela cabeça.
A encenação de Marco António Pâmio é genial na sua quase inexistência, dando palco aos seus protagonistas e criando uma grande envolvência entre eles e nós espectadores. É tudo tão natural, tão real, que até parece que nada foi encenado. O texto da autoria de um dos actores, José Pedro Peter, é realista, tem humor, evita lamechices e deixa-nos de coração cheio.
Quanto aos actores, Carlos Marinho e José Pedro Peter, são tão naturais na sua representação, que praticamente nos esquecemos que são actores. A cumplicidade e química entre ambos é transcendental, transformando esta história num verdadeiro acto de amor que nos deixa (ou a mim deixou) com lágrimas nos olhos.
Como dizem na peça e não podia concordar mais, mais importante do que um “eu amo-te” ou “gosto de ti” é um simples “Estou Contigo”, que tanto serve para namorados como para amigos. É bom saber que, independentemente de tudo, alguém está connosco, ao nosso lado. Que não estamos sozinhos.
Os meus sinceros parabéns a todos os envolvidos nesta peça e só lamento que tenha tido tão poucas exibições. Espero que voltem!
Elenco: Carlos Marinho, José Pedro Peter
Equipa Criativa: Encenação: Marco António Pâmio • Texto: José Pedro Peter • Direcção de Produção: Fabio Camara • Figurino: Fabio Namatame • Iluminador: Fran Barros • Arte Gráfica: Cristian Schumann • Produção: Lugibi Produções – PedroPeterProd.
Fotos: Leekyung Kim


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