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sábado, 24 de novembro de 2018

BOHEMIAN RHAPSODY de Bryan Singer

A História: Desde o início da sua carreira até à sua participação no Live Aid em 1985, a história de Freddie Mercury e da banda Queen

O Filme: Não me matem por favor, mas eu nunca fui fã dos Queen, nem desse tipo de música (estive sempre metido no meu mundo da Broadway e dos musicais clássicos de Hollywood). Lembro-me de algumas músicas e de ouvir falar deles, mas nunca lhes dei muita importância, nem mesmo quando foi revelado ao mundo que Freddie Mercury era gay e tinha SIDA. 
Agora, em 2018, chega-nos esta biografia romantizada e dramatizada por Hollywood e dei por mim a chorar de emoção nas cenas do Live Aid! Porra, os gajos eram mesmo bons! E, apesar de não ser o meu tipo de música, as suas canções tinham melodia e algo de contagiante! O realizador Byran Singer, que assina aqui o melhor filme da sua carreira, filma os concertos com o coração, de forma apaixonante, não deixando ninguém indiferente. Essas cenas são verdadeiramente épicas! Causaram-me arrepios na espinha!
Mas nem só disso vive o filme e, felizmente, Singer consegue encontrar o equilíbrio certo entre drama e espectáculo, dando-nos um dos melhores filmes deste ano. Não conheço a vida real de Mercury e dos Queen, mas também não me interessa; isto não é um documentário, mas sim uma ficção baseada em factos reais, o que torna o filme numa viagem emocionante de onde saímos de coração cheio e olhos vermelhos de tanto chorarmos.
Havia receio que Singer evitasse o lado mais gay da vida de Mercury, mas isso não acontece e o talentoso Rami Malek convence como o “maior que a vida” Mercury, tanto como apaixonado pela sua esposa, como o animal sexual que caí numa vida de excessos e o homem que depois tenta encontrar-se a si próprio e aprende a gostar de si próprio. Rami é excelente, mas todo o elenco é muito bom, com destaque para Lucy Boyn como a esposa de Mercury e Allen Leech (o jeitoso motorista da série DOWNTON ABBEY) como o falso e intriguista Paul.
Este é um daqueles filmes imperdíveis! A remake do A STAR IS BORN está mais bem cotada que este filme, mas, mesmo com as todas as suas qualidades, não se compara à excelência desta emocionante BOHEMIAN RHAPSODY!

Classificação: 9 (de 1 a 10)





quarta-feira, 19 de setembro de 2018

SAUVAGE de Camille Vidal-Naquet

A História: Leo é um jovem prostituo que vende o seu corpo nas ruas, onde também dorme na maioria das noites. Procura o amor de um colega, mas este rejeita-o e diz-lhe que o melhor que lhes pode acontecer é serem “adoptados” por um velho rico. 

O Filme: Não há como os franceses para nos darem filmes gays explícitos, mas sem caírem na pornografia (se bem que um pouco de porno também não faz mal a ninguém). Este drama dá-nos um jovem perdido, entre o sexo e as drogas, sem grande futuro, mas que não parece preocupado com isso. Deseja ser amado e amar, mesmo que o escolhido do seu coração o trate mal. Félix Maritaud é muito convincente no papel.
Ao início achei que o filme não tinha grande assunto e preparei-me para levar uma seca, mas, entretanto, uma história começa a delinear-se e esta prendeu-me a atenção. O realizador Camille Vidal-Naquet dá-nos uma visão realista e suja da vida de prostituto, sem vergonha do sexo, este nem sequer é excitante, é sexo pago, sem moralismos e é isso que torna o filme interessante. Também aprendi algo; não me estou a fazer de inocente, mas desconhecia tal coisa, refiro-me ao líquido que se pode injectar no pénis para, durante o sexo oral, pôr alguém a dormir.
Confesso que este filme me levantou duas questões. A primeira, será que a ternura e o carinho estão sobrevalorizados hoje em dia? Será que perante a hipótese de serem acarinhados, as pessoas preferem ser maltratadas? Num mundo onde as relações são cada vez mais virtuais, talvez seja normal que o carinho passe a segundo plano.
Quanto à segunda questão, tem a ver com a liberdade, com o “selvagem” do título. Leo gosta da vida que tem, sem barreiras ou prisões de qualquer género. Julgo que é isso que o leva a tomar a decisão final, que é previsível.
Em conclusão, acho que a pergunta que devemos fazer a nós próprios é se preferimos ser amados ou ser livres.

Classificação: 6 (de 1 a 10)



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

QUEER LISBOA 2018: OS CARTAZES

A 22ª edição do QUEER LISBOA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA QUEER, irá decorrer de 14 a 22 de Setembro no Cinema São Jorge em Lisboa. Na sessão de abertura será exibido o filme DIAMANTINO de Gabriel Abfrantes e Daniel Schmidt  e BIXA TRAVESTY de Claudia Priscilla e Kiko Goifman encerrará o Festival.

Vai ser uma semana cheia de filmes e aqui vos deixo os cartazes de todas as longas-metragens que vão ser exibidas no Festival. Para mais informações visitem http://queerlisboa.pt


PS.: Para verem as imagens com melhor resolução é só clicarem nas mesmas.