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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

MOONLIGHT de Barry Jenkins

A História: Chiron é um miúdo negro que vive com a sua mãe drogada num bairro difícil de Miami, onde ser diferente é um problema. Talvez por isso, ele é vitima de “bullying” e, a fim de sobreviver, é obrigado a tornar-se um durão.

Os Actores: Três actores dão vida ao personagem principal. Alex R. Hibbert como o miúdo que não sabe quem na realidade é, Ashton Sanders como o tímido e revoltado teenager e Trevante Rhodes como o durão em que ele se transforma em adulto. Presumo que o facto de nenhum deles ser muito emocionalmente expressivo se deve ao facto do personagem ser assim mesmo, comedido e de poucas palavras. Naomie Harris é a sua a odiosa e fria mãe. No papel de Kevin, André Holland dá alguma vida ao filme.

O Filme: Este filme tem sido vendido como sendo sobre o "coming out of the closet" de um jovem negro gay num ambiente hostil, assunto tabu na comunidade negra; mas depois de ter visto o filme sou forçado a interrogar-me se o assunto é o mesmo o facto de ele ser gay. Pessoalmente, acho que é a história de um rapaz/homem que ainda não encontrou a sua verdadeira entidade. O realizador Barry Jenkins debruça-se sobre três pequenos períodos da vida de Chiron e ninguém o pode acusar de ser lamechas, muito antes pelo contrário. Há muito que não via um filme tão contido em termos de emoções, na verdade demasiado contido para o meu gosto. Precisava de algo que me aquecesse a alma ou a fizesse vibrar e não consegui envolver-me emocionalmente com o filme. O suposto assunto principal, a homossexualidade de Chiron, é abordado de forma demasiado subtil e se não fosse a cena da praia, a maioria do público nem iria perceber o que se passava. Ou seja, cinema gay feito para um público heterossexual, o qual não convém chocar. Do que eu mais gostei foi da cena no restaurante, quando Kevin põe uma canção a tocar na jukebox e a letra desta diz o que ele não é capaz de dizer; quanto à cena da praia, está filmada de forma delicada e bonita. É uma pena não haver mais momentos destes. Assim, lamento, mas achei o filme chato, desinteressante e, apesar de alguns bons momentos, não mexeu nada comigo. Não digo isto para ser do contra, mas confesso que até dei umas “cabeçadas” durante a primeira parte do filme.

Classificação: 4 (de 1 a 10)









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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

THÉO ET HUGO DANS LE MÊMÊ BATEAU de Olivier Ducastel & Jacques Martineau

A História: Théo e Hugo conhecem-se num clube de sexo parisiense e, no calor do momento, Théo fode Hugo sem preservativo. O problema é que Hugo é sero-positivo e isso obriga Théo a ir ao hospital fazer um tratamento PEP (profilaxia pós-exposição). Juntos, passam a noite pelas ruas de Paris e apaixonam-se.

Os Actores: Geoffrey Couët e François Nambot formam o par sexual/romântico deste drama e estão ambos à vontade com a sua sexualidade. Ambos têm um ar real, longe do padrão modelo bonito/perfeito que todos os gays parecem querer ter, e isso torna-os mais próximos do público (falo por mim). A relação entre os dois não é falsa e sente-se a forte atracção que sentem um pelo outro.

O Filme: A sequência inicial do filme, com os seus tons fortes, é sexualmente explícita, capaz de causar algumas consequências embaraçosas em alguns membros do público. Pessoalmente, apesar de ter gostado, achei que essa cena se prolonga por demasiado tempo, sem necessidade disso. O que se segue, na linha do WEEKEND, é a história de um engate que se transforma em algo mais, aqui acrescido do problema da VIH. Há muito que não via o VIH a ser alvo de tanta atenção num filme e os realizadores Olivier Ducastel & Jacques Martineau encaram-no de forma normal, sem julgamentos morais. Pelo meio, o filme arrasta-se com duas cenas que em nada adiantam à história (a mulher no metro, o empregado do Kebab). O melhor fica para o fim, que como devem calcular não vou revelar; essa sequência dá uma outra dimensão ao filme e, para os dias de hoje, tem uma grande relevância. Como já referi, o filme fez-me lembrar o WEEKEND; esse era mais romântico, este é mais sexual, mas ambos mostram lados reais da vida gay.

Classificação: 7 (de 1 a 10)








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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

QUEER LISBOA 2016: OS CARTAZES

A 20ª edição do QUEER LISBOA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA QUEER, irá decorrer de 16 a 24 de Setembro no Cinema São Jorge em Lisboa. Na sessão de abertura será exibido o filme ABSOLUTELY FABULOUS: THE MOVIE de Mandie Fletcher e LOOKING: THE MOVIE de Andrew Haigh encerrará o Festival.

Vai ser uma semana cheia de filmes e aqui vos deixo os cartazes de todas as longas-metragens (fica faltar o do filme BOLESNO que não consegui encontrar) que vão ser exibidas no Festival, bem como cartazes de algumas das quartas-metragens (ficam a faltar as que não consegui encontrar). Para mais informações visitem queerlisboa.pt.

PS.: Para verem as imagens com melhor resolução é só clicarem nas mesmas.



AS LONGAS-METRAGENS














































AS CURTAS-METRAGENS