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domingo, 28 de janeiro de 2024

DOCE PESAR (Good Grief) de Dan Levy

A História: No Natal, o marido de Marc morre num acidente de carro. Um ano mais tarde Marc descobre que Marc tinha um apartamento em Paris, bem como um amante, e decide fazer uma visita ao mesmo na companhia dos seus dois melhores amigos.

O Elenco: O trio principal de actores (Dan Levy, Ruth Negga e Himesh Patel) é muito irritante e cabe a Celia Imrie, num papel secundário, salvar a “honra do convento”.

O Pior do Filme: É impossível sentir qualquer tipo de empatia com os três personagens principais. São arrogantes, pretenciosos e pedantes!

O Melhor do Filme: As cenas em que Celia Imrie, como a advogada de Marc, aparece.

Veredicto Final: Esta comédia dramática de temática LGBT+ parece um projecto vaidoso do seu argumentista/actor Dan Levy, que se estreia aqui na realização de longas metragens. A história tinha pernas para andar, mas os diálogos forçados, o humor falhado e a falta de química entre todos (para já não falar do constante sorriso condescendente de Levy) fizeram-me perder o interesse. Não é péssimo, nem propriamente chato, mas ficou longe de me conquistar. Eu sei que são poucos os filmes LGBT+ que chegam por cá, mas isso não faz com este seja bom.

Classificação: 3 (de 1 a 10)



sábado, 27 de dezembro de 2014

A MAMÃ, OS RAPAZES E EU (Les Garçons et Guillaume, à Table!) de Guillaume Galliene

Guillaume tem dois irmãos, mas por qualquer razão desconhecida, quando a mãe os chama para as refeições diz sempre “rapazes e Guiilaume, para a mesa”. Isto leva a que o jovem Guillaume se veja como uma menina que tenta a todo o tempo imitar a mãe. Com o passar dos anos, tal como toda a sua família, ele começa a achar que é homossexual e entra num difícil processo de procura da sua verdadeira identidade.

Este drama, disfarçado de comédia, foi um enorme sucesso em França, onde ganhou 5 Césars (os Óscares franceses), incluindo Melhor Filme, Melhor Primeiro Filme, Melhor Actor e Melhor Argumento Adaptado. Estes quatro prémios foram todos dados a Guillaume Galliene, realizador, actor, argumentista e um dos produtores do filme, bem como autor da peça teatral que serviu de base ao filme, que por sua vez era inspirada na sua vida. Parece muita coisa para um homem só, mas Galliene sai-se bem, dando-nos um retrato simpático, humorístico, humano e por vezes comovente, de um homem em crise de identidade e que tenta encontrar o seu lugar neste mundo em que vivemos.

Apesar de ser feito de diversos episódios na vida de Gillaume, sem ter propriamente um fio condutor convencional, é uma comédia equilibrada, que diz coisas sérias com um sorriso e que nos faz pensar em como todos nós criamos ideias preconcebidas sobre os outros. Mas nada disto teria impacto se Galliene não fosse um excelente actor. Para além de fazer de si próprio, ele também interpreta o papel da sua mãe de forma distinta, revelando-se um homem de grande talento e versatilidade.

Não vão ao engano. Isto não é uma comédia gay, mas sim um divertido filme que fala de coisas sérias a rir. Classificação: 6 (de 1 a 10)