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terça-feira, 10 de março de 2026

10 DANÇAS (TEN DANCE) de Keishi Otomo











Shinya Suzuki é especialista em danças latino-americanas (samba, rumba, etc), Shinya Sugiki é especialista em danças clássicas (valsa, fox-trot, etc) e são uma espécie de rivais. Um dia, Sugiki desafia Suzuki para competirem no “10 Danças”, propondo que cada um ensine ao outro (e às suas parceiras) o tipo de dança em que são especialistas. Durante as aulas apaixonam-se um pelo outro.

O universo das danças de salão serve de cenário a uma história de amor contida e o resultado é agradável à vista e ao coração. Nos papéis principais, Ryoma Takeuchi e Keita Machida não podiam ser mais diferentes, um “caliente” o outro “frio”, mas quando dançam juntos o erotismo e a sensualidade transpiram por todos os seus poros e, claro, acabamos a torcer para que o seu amor se concretize. Tudo isto com muita dança e a “pirosice” associada ao universo das danças de salão. Gostei!

Classificação: 6 (de 1 a 10)








domingo, 24 de janeiro de 2021

O TEU NOME GRAVADO NO MEU (Your Name Engraved Herein) de Kuang-Hui Liu

A História: Taiwan 1987. A lei marcial termina no país. Na universidade, Jia-han e Birdy conhecem-se e apaixonam-se um pelo outro, numa sociedade homofóbica. Enquanto Jia-han está disposto a assumir o seu amor, Birdy prefere envolver-se com uma rapariga.

O Filme: Com excepção do Queer Lisboa, o cinema LGBT+ não tem grande expressão nos nossos circuitos comerciais (cinemas, streaming e vídeo-clubes) e sempre que aparece algum filme, independentemente da sua qualidade, este desperta o interesse da comunidade Queer.

 

O ritmo lento e pouco emotivo da realização de Kuang-Hui Liu, dificulta a visão do filme (que se poderá tornar ensonada) e irá afastar muita gente. A história é, no entanto, interessante e mostra que os dilemas que os gays vivem são, praticamente, iguais em todas as sociedades. Entre o drama social e o drama romântico, o filme tem os seus melhores momentos na tensão sexual que cria entre os dois jovens e a forma como estes reagem à mesma. Esta tensão culmina na eficaz, crua e emotiva cena do duche. Outro bom momento é a chamada telefónica e gostei da forma como o filme termina.

 

Nos papéis principais, Edward Chen e Jing-Hua Tseng vão bem, mas nenhum deles tem grande carisma sexual, diria mesmo que são um pouco assexuados; mas curiosamente, funcionam bem enquanto par.

 

Classificação: 5 (de 1 a 10)











quarta-feira, 19 de julho de 2017

TOM OF FINLAND de Dome Karukoski

A História: Touko, um jovem gay finlandês, regressa a casa após ter servido na 2ª Guerra Mundial e depara-se como uma sociedade onde a sua sexualidade não é aceite. Refugia-se então na sua arte de ilustrador e acaba por criar um universo gay muito pessoal que depressa encontra um público fiel que o transforma num ícone da cultura gay, conhecido pelo nome de Tom of Finland.

Os Actores: No papel principal, Pekka Strang cria um personagem muito reservado, pouco emotivo, com quem não é fácil simpatizarmos... uma interpretação muito contida, imagino que o verdadeiro Touko fosse assim. Como o seu grande amor, Lauri Tilkanen é agradável à vista e convence como um rapaz que não quer uma vida às escondidas. Jessica Grabowsky vai bem com a irmã solteirona de Touko.

O Filme: Tom of Finland é, sem dúvida, um dos mais famosos nomes da cultura gay, tendo criado uma obra única que inspirou e ainda inspira muita gente, e um estilo físico que veio para ficar. Esta biografia realizada por Dome Karukoski, acompanha a vida de Touko por várias décadas, mas fá-lo de uma maneira um pouco superficial e acabamos por não perceber exactamente de onde lhe veio a inspiração para a sua famosa obra. Enquanto retrato documental de uma época em que ser-se gay era viver eternamente no “armário”, o filme consegue revoltar-nos por dentro, mas fica-se por aí. O ritmo lento também não ajudou a entusiasmar-me com o filme e, apesar de o ter achado interessante, confesso que fiquei decepcionado. Para quem estiver à espera de cenas de sexo cheias de gajos tipo Tom of Finland, é melhor comprar os livros; mas há gajos bons à solta, principalmente quando Touko visita os Estados Unidos.

Classificação: 4 (de 1 a 10)







sexta-feira, 7 de outubro de 2016

THÉO ET HUGO DANS LE MÊMÊ BATEAU de Olivier Ducastel & Jacques Martineau

A História: Théo e Hugo conhecem-se num clube de sexo parisiense e, no calor do momento, Théo fode Hugo sem preservativo. O problema é que Hugo é sero-positivo e isso obriga Théo a ir ao hospital fazer um tratamento PEP (profilaxia pós-exposição). Juntos, passam a noite pelas ruas de Paris e apaixonam-se.

Os Actores: Geoffrey Couët e François Nambot formam o par sexual/romântico deste drama e estão ambos à vontade com a sua sexualidade. Ambos têm um ar real, longe do padrão modelo bonito/perfeito que todos os gays parecem querer ter, e isso torna-os mais próximos do público (falo por mim). A relação entre os dois não é falsa e sente-se a forte atracção que sentem um pelo outro.

O Filme: A sequência inicial do filme, com os seus tons fortes, é sexualmente explícita, capaz de causar algumas consequências embaraçosas em alguns membros do público. Pessoalmente, apesar de ter gostado, achei que essa cena se prolonga por demasiado tempo, sem necessidade disso. O que se segue, na linha do WEEKEND, é a história de um engate que se transforma em algo mais, aqui acrescido do problema da VIH. Há muito que não via o VIH a ser alvo de tanta atenção num filme e os realizadores Olivier Ducastel & Jacques Martineau encaram-no de forma normal, sem julgamentos morais. Pelo meio, o filme arrasta-se com duas cenas que em nada adiantam à história (a mulher no metro, o empregado do Kebab). O melhor fica para o fim, que como devem calcular não vou revelar; essa sequência dá uma outra dimensão ao filme e, para os dias de hoje, tem uma grande relevância. Como já referi, o filme fez-me lembrar o WEEKEND; esse era mais romântico, este é mais sexual, mas ambos mostram lados reais da vida gay.

Classificação: 7 (de 1 a 10)








segunda-feira, 4 de julho de 2016

TANGERINE by Sean Baker

The Plot: Sin-Dee, a transgender prostitute, gets released from jail and her best friend, Alexandra, tells her that her pimp/boyfriend has a new girl. Sin-Dee goes on an angry search for her pimp and his new lover.

The cast: In the leading role of Sin-Dee, Kitana Kiki Rodriguez is over the top, irritating, hysterical and human. Mya Taylor shines as Alexandra, giving her character a dignity that is missing from all the other characters. Both actresses are real transgender and are completely at ease in front of the camera. In supporting roles, Karren Karagulian convinces as the taxi driver and Mickey O’Hagan looks really decadent as the pimp’s new girl.

The Movie: It’s amazing to think that director Sean Baker shot this entire movie on iPhone! The result is frenetic, colorful and show us a reality that we prefer to ignore. Baker cares for his characters, avoids moral statements and gives it all a raw humor that make the story easy to assimilate. The editing is frenetic and sometimes isn’t easy to follow. As for the soundtrack, it’s loud and merges perfectly with the situations. I confess I never saw anything like this and I think this isn’t for everyone’s taste: transgender prostitutes, married taxi drivers who like to suck dick, drugs, weird clients, decadent whores, LA desolate streets, a mother-in-law from hell and a wife who prefer to ignore some facts. Are you in the mood for a different movie experience? If so, give this one a chance, it deserves it!


My Rate: 7 (from 1 to 10)




segunda-feira, 27 de junho de 2016

TENSIÓN SEXUAL: VOLÁTIL (Sexual Tension: Volatile) by Marco Berger & Marcelo Mónaco


The Plot: Six short stories where the sexual tension is high and hot. In ARI, a boy falls in love with his tattooist. In EL PRIMO (The Cousin), a guy feels sexually attracted to a friend’s cousin who seems to be always with a boner. In EL OTRO (The Other One), a guy explains very physically to a friend how he should fuck his girlfriend. In LOS BRAZOS ROTOS (Broken Arms), a male nurse is hired to give a bath to a man with broken arms. In AMOR (Honey, a guy in vacations with his girlfriend, ends up taking a shower with the sexy innkeeper. In ENTRENAMIENTO (Workout), two muscular friends who train together start to loose clothes and inhibitions in order to send sexy photos to a couple of girls.

The cast: The entire cast acts very naturally and thankfully the majority of the guys don’t look like perfect and clean models; these guys are the real thing and the desire is all in their eyes. The ones who really caught my attention were the sexy Javier De Pietro, as the guy who feels attracted to his friend’s cousin, and the funny Leo Martínez, as the guy who teaches sex moves to his friend. There’s also a very hot Santiago Caamaño as the innkeeper; who would resist to take a shower with him?

The Movie: Directors Marco Berger and Marcelo Mónaco had a good time caressing several male bodies with their cameras, who seem to love them. The humor helps make this intimate voyeur movie enjoyable to see and sometimes we can really feel the heat of the situations. What would we do if we were in those situations? In fact, probably many of us has experienced one or two. The best and more exciting story is EL PRIMO (The Cousin), the funniest EL OTRO (The Other One), the less real ARI, the sillier ENTRENAMIENTO (Workout), the most disturbing LOS BRAZOS ROTOS (Broken Arms) and the less interesting AMOR (Honey), Maybe I’m a sex maniac, but I wish the movie went a little further. But even so, some of the situations aroused my… imagination.

My Rate: 6 (from 1 to 10)